O Estigma do Peso e as Consequências para a Saúde Mental dos Indivíduos

Nessa aula online vamos aprender:

• O que é Gordofobia?
• O que determina o peso corporal?
• A gordofobia opera como um sistema de opressão?
• Será que os profissionais de Saúde estão promovendo saúde?
• Associações bidirecionais entre Sobrepeso, Obesidade e Depressão?
• Estigma da depressão: É apenas falta de motivação ou vontade?
• O Canadá pode nos ensinar como tratar com respeito todos os corpos? Quais são os Guidelines de tratamento, com ações focadas no individuo e não no peso?
• O que Health At Every Size? Existe saúde em todos os corpos? Como trabalhar em consultorio?

Uma aula com mais de 80 minutos que traduz todo o estudo e experiência adquiridos nos últimos 19 anos de experiência e o atendimento de diversos pacientes que lutam com sua relação com o corpo e com a comida.

Ao final desta aula, os profissionais terão a possibilidade de iniciarem um atendimento mais gentil e responsável, tendo condições de serem realmente agentes de saúde e de mudança no estigma que o corpo gordo carrega.

VALOR: R$130,00

INSCRIÇÃO
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* A aula tem cerca de 80 minutos
* O curso estará disponível por 180 dias a partir da compra.

O que é o Ciclo de Aulas #VcTemFomeDeQuê?
▪️ São 3 aulas online, compradas avulsas.Você pode assistir ao ciclo completo ou apenas à aula que desejar!
▪️Cada aula é lançada no dia 05 de seu respectivo mês.
▪️ Essas aulas são pensadas para profissionais da saúde e das ciências humanas, mas podem ser assistidas por todo mundo que tiver interesse em se aprofundar no tema

Exercício & Autocuidado

Um dos comportamentos mais desafiadores de se adquirir como um hábito é o de se exercitar. Em geral, fazer exercícios é uma meta comum entre aqueles que desejam atingir objetivos relacionados a peso corporal e/ou definição muscular. É extremamente comum as pessoas lembrarem de que precisam se exercitar quando se olham no espelho e se sentem insatisfeitas com o seu corpo. E aí o impulso que move a pessoa a se exercitar é o desejo de mudar o corpo.

Querer mudar o corpo não é um problema, desde que os limites da saúde sejam respeitados. Mudar o corpo se torna uma questão preocupante quando a pessoa se mostra obsessiva, as vezes até compulsiva, em alguns comportamentos extremistas, que desrespeitam totalmente a fisiologia e estressam negativamente o nosso corpo-mente. Alguns exemplos seriam fazer jejuns rígidos, uso indiscriminado de remédios, laxantes, diuréticos, anabolizantes, enfim, qualquer ação que coloque em risco a saúde da pessoa.

Nessa ânsia por um corpo diferente também pode ser vista uma prática disfuncional de exercícios. É quando a pessoa se exercita de forma excessiva (muitas horas por dia ou semana), compulsiva (mesmo com dores, lesões, sem respeito aos sinais de fadiga), desconectado do que o corpo sinaliza devido ao foco obsessivo em atingir uma meta específica.

A busca por resultados pode fazer com que muitos praticantes de exercícios se sintam mais ansiosos quando percebe que o corpo está mudando, porque aí a pessoa quer mais e mais e nunca está bom o suficiente; pode despertar também irritabilidade quando o corpo não demonstra que o resultado está vindo a tona; ou ainda frustração, senso de incompetência, devido ao corpo ter um tempo de mudança diferente do que a pessoa gostaria.

Muitas vezes a pessoa abandona a prática de exercício quando o corpo não dá sinais de que está progredindo esteticamente. E aí que mora o problema. O corpo até está progredindo, porém, a pessoa não sente as mudanças porque está buscando outro objetivo que exige mais tempo, e a saúde que está em plena expansão neste corpo, por vezes, não é nem sequer reconhecido.

Se exercitar regularmente desperta benefícios no corpo que podem não ser visíveis a olho nu, mas podem ser sentidos por aqueles que conseguirem sintonizar de forma mais profunda consigo mesmo. Se ao invés de buscar somente o resultado estético, a pessoa se permitir estar conectada ao momento presente, certamente ela vai sentir o quanto a disposição, o ânimo, a vitalidade, e o bem-estar pulsam dentro de si. Quando a pessoa está muito ocupada perseguindo um objetivo estético, ela não enxerga os presentes que podem ser conquistados durante a trajetória.

Portanto, se exercitar com respeito ao corpo de maneira saudável, sempre vai trazer benefícios a saúde. Mas será que esses benefícios podem ser conquistados mesmo sem suar?

Sim, lógico! Suar nada mais é que um sinal de que seu corpo está fazendo um trabalho de regulação da temperatura interna em relação a externa. Durante a prática de exercícios, várias alterações fisiológicas ocorrem, como o aumento da frequência cardíaca e respiratória, o trabalho celular de fazer o movimento acontecer, tudo isso gera um aumento da temperatura, afinal, internamente o exercício está “agitando” nossos sistemas. Para equilibrar, o corpo precisa fazer um ajuste e por isso, faz uso do sistema tegumentar juntamente com as glândulas sudoríparas, para assim a pele ajudar a “resfriar” o calor interno, e isso resultar em suor. Vale ressaltar que o suor depende também do meio ambiente em que estamos, ou seja, se estou num clima muito úmido vou suar mais, se estou num ambiente seco (exemplo, ar condicionado) vou suar menos. Isso porque o suor depende da troca do meio interno com o externo, logo o meio que envolve a pele vai determinar também a quantidade de suor.

Se você acreditar que o seu esforço praticando exercício só vai valer a pena se suar muito, cuidado! Você pode desrespeitar os limites do seu corpo impondo um ritmo extenuante só para suar, quando na verdade todo o sistema do corpo humano já está trabalhando ativamente a seu favor. E se você impede que essa troca entre meio interno e externo aconteça utilizando roupas que dificultam o suor, se exercitando em saunas, em temperaturas maiores só pra suar mais, você está estressando mais ainda o seu corpo, ao invés de cooperar com ele. Esqueça a ideia de que suar é derreter suas gorduras, isso é uma crença!

Por outro lado, se você é aquele que “economiza” o esforço porque detesta suar, respeite seu suor, ele é muito digno, pois é a prova concreta de que seu corpo está se autorregulando, logo seu suor é bem-vindo 😉

Inclusive, se o suor estiver incomodando demais o seu treino porque você acredita que está além do normal, investigue se não é um quadro de hiperidrose. Nessas situações o corpo sua mesmo quando não se está treinando. O oposto, anidrose, também pode provocar desconfortos como tonturas, vertigens e até câimbras, pois significa que seu ambiente interno não está conseguindo se regular e dissipar o calor. Em ambas situações vale buscar uma avaliação de um clínico geral e/ou endocrinologista, por se tratar de um funcionamento glandular.

Contudo, podemos concluir que o suor não é um parâmetro confiável para medir nosso esforço porque sua quantidade vai depender do meio ambiente e de características individuais dos sistemas do corpo humano.

Independentemente da quantidade de suor, tenha em mente que se exercitar faz bem e que focar no que você sente antes e após a sessão de exercício pode despertar muito mais satisfação e interesse em praticar novamente seu exercício. E assim, sua prática será uma grande aliada do seu dia-a-dia, por contribuir no manejo do estresse, na sua qualidade de vida, te deixando mais feliz e otimista para lidar com as surpresas de cada dia. Isso é ser um praticante de exercício intuitivo.


Paula Costa Teixeira 
@exerciciointuitivo
www.exerciciointuitivo.com

Setembro Amarelo

Setembro Amarelo é o mês que marca a prevenção do suicídio.  Todo ano 11mil pessoas morrem através do suicídio no Brasil. E apesar das tentativas de suicídio serem maiores entre as mulheres (69%), a estimativa é de que 79% dos casos fatais envolvam homens.

Nos últimos 25 anos houve um aumento de 30% na taxa de suicídios cometidos por jovens. 

Mas outra estatística importante é ligada aos transtornos alimentares. Em comparação com a população em geral, as taxas de suicídio são muito maiores entre os jovens com transtornos alimentares. 
A mais preocupante é a Anorexia Nervosa em que:

  • 1 a cada 5 óbitos são em decorrência de suicídio.
  • Indivíduos com anorexia são cerca de 23 vezes mais propensos a fazer uma tentativa de suicídio 
  • 31 vezes maior a chance dela ser fatal

O tratamento para prevenção do suicídio inclui necessariamente a análise/terapia, podendo ou não incluir medicação. É extremamente perigoso nesses casos administrar remédios sem o acompanhamento psicológico.

Procure ajuda profissional! Um psicólogo não irá lhe julgar, muito pelo contrario iremos acolhe-lo!

Tempo de excessos e exageros

Vivemos no cenário dos excessos e exageros. Não é mais preciso esperar pelo prazer. Não é preciso esperar pela época dos morangos, das bananas, das castanhas. Não é preciso esperar que o trigo seja moído, que a massa seja preparada, que o pão seja assado. Não é preciso sequer esperar que um sanduíche seja montado.

Sem espera, sem plantio, sem colheita, sem sazonalidade, sem regionalidade, sem precisar ser feito por nós mesmos, sem grãos duros, sem cascas. O açúcar foi refinado, a farinha refinada e embranquecida, o conteúdo das embalagens aumentou, barateou, se espalhou por diversos pontos de venda. O salgadinho está no mercado, no posto de gasolina, na farmácia, na banca de revistas, no shopping…

Estabelecimentos 24h, para que você não precise esperar o comércio abrir.

Na moda, coleções novas a cada semana a preços acessíveis, mas se esperar alguns dias pode não encontrar mais aquela “brusinha” linda. No entretenimento, não é preciso esperar entre uma semana e outra pelo próximo episódio da nossa série preferida, temporadas inteiras podem ser maratonadas. Na alimentação, é possível pedir qualquer prato, de qualquer cozinha, em qualquer quantidade pelo aplicativo no celular.

A satisfação dos desejos são, quase sempre, imediatas.

Para onde foi o espaço para a frustração, a paciência, a reflexão? Se não há espaço para o descontentamento, para onde caminham nossos pensamentos? Se não há espaço entre a satisfação de uma vontade e o surgimento de outra, podemos acreditar que estaremos algum dia satisfeitos e felizes?

Julia Wagner é psicóloga clínica e participante do Grupo de Estudos #VcTemFomeDeQuê?